"Ora, ora se não é o velho Lorota" - Esbraveja, Tawden.
"Meu amigo capitão! Hoje é dia de buscar sua encomenda nas docas." Respondeu Lorota
"Vou lhe pedir um favor, meu amigo.Dessa vez eu quero ir com você. O clima no castelo real não é dos melhores. Preciso esfriar minha cabeça." Falou Tawden
Tawden se referia a um peculiar episódio que havia ocorrido horas antes. Uma mensageira conhecida como Malawa, de Tupré, havia chegado de viagem apenas para afrontar o rei UFHUCIQ. Sua boca trazia mensagens dos regentes de Tupré deixando bem claro que o casamento real com uma plebéia chamada Pley desagradava profundamente não apenas a nobreza de Tupré, mas de todo o politicuro circunjacente dos reinos do norte. Era claramente uma afronta! O que estaria pensando Tupré ao entregar uma mensagem tão desaforada a um monarca da magnitude de Awdarek? Tawden temia que pudesse haver rebelião, insurgência e guerra civil por causa de um casamento como esse. A mera aparição de mensageiros de Tupré já prenunciavam que algo ruim estava para acontecer, como uma nuvem cinza que traz uma tempestade logo em seguida.
Tudo isso abalava a mente perturbada de Tawden pois UFHUCIQ era seu amigo de infância. Tawden, Mao, o conselheiro do rei, e UFHUCIQ eram amigos desde os tempos de criança. Apesar da posição elevada de UFHUCIQ, este tinha Mao e Tawden como verdadeiros amigos - os únicos que ele poderia ter envolto a cobras do senado e gente traiçoeira. UFHUCIQ valorizada isso porém nunca teve tato ou talento para ser rei. Sempre preferiu frivolidades e aventuras como um homem regular. Apenas seu pai, o velho e falecido rei Ozkebom não via isso. Ah, muita coisa havia mudado desde a morte de Ozkebom. As docas foram tomadas por todo tipo de subversão e vilania e o controle da cidade já não era mais como antes. Até mesmo uma armada de navios fora saqueada no focinho dos escribas de Awdarek, em plena luz do dia, bem nas águas de Abrunaz. Era um desbunde. Sei pai nunca haveria de deixar uma coisa como essa acontecer. UFHUCIQ não era um homem ruim ou irresponsável, que faltava com seu dever ou maldoso. Ele era apenas um homem comum, sem nenhum talento para a burocraia que um rei era obrigado a engolir à seco. Tawden costumava dizer que UFHUCIQ era o tipo de homem que seria a melhor companhia para beber Citra Verde até o amanhecer rodeado de cortesãs, mas uma péssima companhia para uma partida de xadrez".
Tawden, voltando a si, torna sua atenção a Lorota. Ao conversar com seu amigo, um gatuno rouba os lençóis finos de Xépia que estavam em suas costas. A perseguição ao ladrão foi ferrenha mas não lograram êxito. O homem era bom demais. Foi então que Tawden teve a ideia de se disfarçar de mendigo para investigar melhor as docas. Suas investidas lograram êxito. Lorota e Tawden acham a casa do gatuno que os roubou e seu nome era Waggu. Com uma faca em sua garganta Tawden se certifica que ele devolva as coisas que roubou e que nunca mais tornasse a repetir tais atos. Dessa forma, Tawden poupa a vida do gatuno e parte para pegar suas encomendas de suas armas com o ferreiro local Amzebag.
Um dia se passa...
No outro dia, Lorota e Tawden vão até a taverna Green Evening para receber parte de um de seus pagamentos para finalmente seguir sua vida quando algo lhe chama a atenção. Era um amargurado e derrotado Waggu, pedindo um pão para comer, na amargura da sarjeta. Logo Lorota lhe paga um trigo com cevada para saciar-lhe a fome quando este revela um segredo que poderia mudar os rumos dos acontecimentos recentes. Ele lhes dizem que um ex pirata conhecido como Pikito, poderia saber mais sobre os ataques à esquadra real os quais subtraírem muitos canhões de pólvora que foram comprados do distante continente de Tenadis, com tecnologia de última ponta. Essa informação anima Tawden e Lorota que, prontamente, partem para achar o tal Pikito. Poucos segundos depois de deixarem Waggu, os heróis ouvem um grito estridente vindo de um beco. Era o corpo sem vida e esfaqueado de Waggu caído numa viela de Awdarek. O pobre homem havia se encontrado com Bifuuz afinal. Aparentemente a mera menção do que supostamente estava acontecendo com a organização que atacou a armada real lhe custou a vida. Ou teria sido por outros motivos?
Não era hora para prantos. Urgia que o encontro com Pikito acontecesse imediatamente. Ele possuia muitas respostas sobre os ataques piratas. Assim, chegando nas docas, Lorota usa todo o seu charme em Pikito para que ele abrisse sua boca sobre tudo o que sabia. A ardilosidade de Lorota havia rendido frutos. Pikito disse que parte do grupo que roubou os canhões da armada do rei encontrava-se em Kiap. Era tudo o que eles queriam. Com essa informação em punhos já seria possível tentar achar pistas dos piratas e quais são seus planos futuros contra o futuro de Awdarek.
A morte de Waggu foi uma perda sentida. Independentemente do que havia sido, Tawden prometeu sob o cadáver de Waggu que acharia as respostas para que a alma de Waggu encontrasse descanso. Tawden achou uma ornada adaga de serpente feita de material de belíssima arte e incrível qualidade no corpo de Waggu. O que poderia ser tal item? Aquilo teria custado a vida de Waggu? São coisas que ficam em aberto na mente perturbada de Tawden. Sem demora, Tawden tem a ideia de explorar o barracão de Waggu em busca de algumas respostas. Lá chegando, tanto Tawden quanto Lorota se empenham em buscar algo que possa ajudar a solucionar todo esse mistério que envolvia a morte do ladrão. O que acham é um livro com muitas imagens de paisagens de lugares exuberantes. Parecia um livro de viagem o qual Waggu usava em suas aventuras. Montanhas, florestas, castelos, pessoas, animais e monstros. Parece que Waggu havia vivido seus dias em muitas aventuras.
Havia, entre as figuras a imagem da adaga que Tawden carregava e que foi tirada do cadáver de Waggu e também um item irmão dessa adaga: um escudo com os mesmos decalques serpentinos. No entanto, a julgar pelo ponto de interrogação sobre a figura do escudo, aparentemente Waggu ainda não o havia encontrado.
O que o destino reservava para Tawden e Lorota? Pikito era mesmo confiável? Por que Waggu morreu? O que significava a adaga e o escudo? Qual o destino de Awdarek? O que os esperava em Kiap? São respostas que apenas seriam respondidas no futuro dos contos de Dabady.
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