Em Norus, Tawden, Baleia, Gurka e Mao finalmente se preparam para o encontro com Milady Islyn, a mulher que esteve nas garras de Zarraskozi anos atrás. Seria essa uma chance de Tawden finalmente saber o que foi feito de seus pais? Além disso: será que o cavaleiro de Awdarek conheceria finalmente quem eram seus progenitores? A dúvida e a ansiedade tomavam conta de Tawden, que aproveitava as horas que faltavam para o encontro com a senhora Islyn perambulando pelas ruas de Norus.
Absorto em seus pensamentos e divagações, Tawden contemplava o por do sol que se colocava azulado nas ruas pedregosas de Norus enquanto chutava uma pequena pedra no subúrbio da cidade com suas mãos em seus bolsos. A pedrinha que chutara só exteriorizava sua expectativa do que encontraria de verdades ao ter com a misteriosa senhora. As lendas diziam que aquela mulher havia sido sequestrada pelo demônio de Muyubu e que havia sobrevivido graças ao rei dragão de Wanoki e pai de Baleia, vossa majestade Gnoplex. Era um universo novo de possibilidades que aquela conversa com a nobre de Norus poderia trazer para sua perturbada cabeça.
Nesse momento algo chama a atenção de Tawden conforme a noite começa a cair. Uma mansão abandonada chama seus olhos e lhe coloca num sonho como se já tivesse estado ali, como se, de alguma forma, aquele lugar lhe trouxesse lembranças longínquas. Gurka então indaga "está tudo bem, senhor Tawden?". Apenas com um aceno de cabeça, o cavaleiro de Awdarek responde que nada o perturbava. Logo em seguida, Tawden entra na construção pois teve a sensação que algo se movia ali dentro no meio da poeira e do esquecimento da casa abandonada. Pouco tempo depois de entrar, Tawden e Gurka logo vêem que o local parecia ser laboratório de estudo de alguém muito culto, pois estantes de livros vazias haviam aos montes. Numa rápida reação, Tawden vê um tornozelo fugindo por um buraco grande na parede. Ele puxa as canelas daquele personagem escuso e a surpresa lhe salta aos olhos! Era uma mulher tão bela quanto a noite e assustada como se jamais tivesse visto um ser humano na vida. Seu nome era Ixhulhul e ela dizia que simplesmente morava ali e que não poderia sair.
Era claro que a moça havia sido abusada de formas que Tawden jamais imaginaria pois isso era o que seu olhar negro misturado de beleza e aflição lhe contava. Tawden convence a moça a ir com ele para que pudesse cuidar dela. Dessa forma, Tawden a leva junto com Gruka para os cuidados dele na taverna do Shebas. Ixhulhul agora, limpa e perfumada, parecia uma visão de Bifuuz. Sua beleza era ainda mais apoteótica do que ele imaginara. Eles partem para o jantar com a senhora Islyn.
Na mansão da nobre, Tawden, Mao e Ixhulhul ouvem muitas histórias e descobrem que a senhora Islyn não era tão senhora assim. Na verdade a mulher era bem jovem e bela. Suas histórias davam conta de muitos episódios acontecidos em suas aventuras e de que forma ela foi parar nas garras do demónio serpente de Muyubu. Apesar de não falar muito sobre o episódio, Tawden consegue informações importantes: Xaekag. Sim, este era o nome que fora revelado a Tawden como uma mulher demónio azul que vivia em Waur, uma das filhas de Ansisot. Tawden sabia que essa era sua única chance de saber se aquela forma demoníaca azul era realmente sua mãe. Dessa forma, mesmo advertido sobre os perigos que encontraria por lá, Mao, Tawden, Baleia e Gurka partem para a aventura em Waur. Quanto a Ixhulhul, Mao a despachou num navio para ser colocada sob a proteção dos soldados de Tawden, na segurança de Awdarek.
Em Awdarek, dentro das muralhas reais, Ufuhciq estava a bolar um plano que mudaria o destino de Awdarek para sempre. O bom e velho Lorota havia recebido uma tarefa de ter com o rei para tratar assuntos sem grande importância. Até este ponto, nada causaria espanto. No entanto, Lorota depois de uma longa conversa com o Rei Ufuhciq e um denso jogo de xadrez, decide atentar contra a vida do monarca. Lorota queria ceifar a vida do rei ou obter alguma vantagem com isso. O improvável acontecia, Lorota havia se dirigido com um propósito em direção ao rei tomado por outras motivações e acabou atentando contra sua vida. Durante o jogo que sucedera essas ações, Lorota e Ufuhciq, exímio jogador, conversou por horas com o velho larápio de Awdarek. Lorota, grande e esperto, acabou sendo enganado pelo rei. Ufuhciq, na verdade, queria por conta própria ser sequestrado! Lorota nem mesmo percebeu a astúcia do rei de Awdarek... pobre Lorota, achou que estava no controle o tempo todo com a lâmina na garganta do rei. Pobre diabo, pobre diabo! Mal sabia que o próprio Ufuhciq desejava aquilo. Lorota fora totalmente enganado.
Por que o rei queria uma loucura como essa? Por que fez tal jogada? Bem, se você conhecesse Ufuhciq saberia dos motivos e tudo estaria tão claro como as águas do riacho da Deusa. Desde a morte de seu pai, o rei Ozkebom, Ufuhciq, homem comum, foi-se obrigado a assumir a coroa. Ufuhciq nunca fora homem de intrigas e chafurdos políticos. Aquilo não era vida para ele! Tudo que ele desejava era viver do suor de sua testa e ter uma bela noite com cortesãs meio limpas no porto como qualquer filho de Dabady. Ufihciq era só um homem. No entanto, sua tentativa de "fugir da realidade" acabou não dando certo. Lorota foi embora sem levá-lo como refém. No fim, Ufuhciq sabia que cedo ou tarde iriam encontra-lo e forçar sua bunda de novo no trono de Awdarek. É uma jogada arriscada a do frívolo rei, mas necessária para seu igualmente simples coração. Tudo se desmanchava num mar de dúvidas a partir daquele momento. O que aconteceria se Ufuhciq desistisse da coroa? Como ficariam Mao e Tawden? Haveria guerra civil? E o herdeiro bastardo que Pley carregava no seu ventre de plebéia? São jogadas num grande tabuleiro que, agora, já não tinha nenhuma regra...
De volta a Norus, a herdeira do velho dia Roluxo, Dewiza, acabou sendo designada a guiar Tawden e seus amigos ruma à cordilheira de Waur. É com o nascer do sol dourado na cidade de Norus que os heróis seguem rumo a seu destino. Apaziguando seu falcão o qual pousava disciplinadamente em seu antebraço, Dewiza inicia a jornada rumo a Waur: "Vamos indo, meu senhor Tawden. Fui designada para levar-te até Waur."


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